Instrumento científico

Matriz F-P-S da Fotografia

Classifica uma fotografia à luz da Matriz Filosófica-Pragmática-Sistémica

Carrega uma fotografia, responde a um questionário curto e recebe um relatório completo que situa a imagem no “Cubo F-P-S”, o modelo académico formalizado no documento Anatomia do Olhar Urbano — Modelo F-P-S (Lima, 2026). Os dados anonimizados alimentam a investigação de doutoramento do autor.

Ilustração do Cubo F-P-S — os eixos filosófico, pragmático e sistémico

O documento por trás do modelo

Anatomia do Olhar Urbano — Modelo F-P-S: Uma Matriz Filosófica, Pragmática e Sistémica para a Fotografia Urbana

Miguel Carlos Lima

A versão consolidada e atualizada do documento, com a fundamentação teórica da tríade Filosófica-Pragmática-Sistémica, o corpus alargado a 31 fotógrafos portugueses (Anexo A), o questionário original em que este instrumento se baseia (Anexo C) e os diários de bordo do modelo e do artefacto digital (Anexos D e E).

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Âmbito do modelo

Este instrumento analisa exclusivamente fotografias — imagens capturadas por câmara ou geradas/tratadas como fotografia (incluindo fotografia computacional, in-game ou gerada por IA quando apresentada enquanto tal). Não deve ser usado para pintura, ilustração, desenho, vídeo ou outros meios visuais.

O modelo

A Matriz F-P-S: três eixos, um evento fotográfico

A Matriz F-P-S parte do princípio de que uma fotografia não é um objeto estático, mas um evento que só se compreende na interseção de três eixos independentes. Uma análise que use apenas um dos eixos é, por definição, redutora.

Filosófico (F) — o Porquê?

A ontologia, a estética, a ética e a fenomenologia da imagem: qual é a sua relação com a verdade, com a beleza e com o consentimento de quem é fotografado? Eixo de -5 (Puro Testemunho) a +5 (Pura Crítica).

Pragmático (P) — o Como?

O processo, a ferramenta, a performance e a pós-produção: do “click” ao prompt de IA. Eixo de -5 (Pura Captura) a +5 (Pura Geração).

Sistémico (S) — o Contexto?

As redes de circulação, validação e poder: o sistema da arte, o sistema social e o sistema urbano. Eixo de -5 (Implícito/Inconsciente) a +5 (Explícito/Crítico).

Particularidade, adaptação e limites do modelo

Um modelo conceptual, não um algoritmo de verdade

Natureza qualitativa
A Matriz F-P-S é um instrumento conceptual e interpretativo, formalizado no Capítulo 11 do documento. As coordenadas -5 a +5 tornam o modelo quantificável qualitativamente, mas não substituem o juízo crítico: são um mapa de posição, não uma medida objetiva de qualidade ou verdade.
Adaptação do instrumento original
O questionário de 15 afirmações (Anexo C do documento) foi desenhado para o fotógrafo autoavaliar a sua prática dominante ao longo do tempo. Esta ferramenta adapta-o para avaliar uma única fotografia — uma aplicação legítima e prevista na secção 12.1 (“Como Ferramenta de Análise Crítica”), mas que introduz um evento singular onde o documento pensava um corpo de trabalho.
Autorrelato vs. leitura crítica
Quando quem responde é o autor da fotografia (“Eu”), as afirmações funcionam como autorrelato de intenção — o uso original do questionário. Quando quem responde não é o autor (“Outros”), as mesmas afirmações são reformuladas como leitura crítica de terceiros, alinhada com o uso do modelo por críticos e curadores descrito no Capítulo 13. Os dois modos não são estatisticamente equivalentes e são identificados como tal no relatório e nos dados enviados.
Ameaças à validade
Como qualquer autorrelato, os resultados estão sujeitos a desejabilidade social, racionalização retrospetiva e à subjetividade de quem preenche o questionário. A leitura computacional da imagem (cor, brilho, contraste, nitidez) é uma camada complementar de baixo nível, que não deteta conteúdo semântico e não corrige estes enviesamentos — apenas documenta propriedades formais objetivas da imagem.
Validação por referência
O relatório situa cada fotografia junto de um corpus de 31 fotógrafos e arquétipos portugueses mapeados no “Cubo F-P-S” (Anexo A do documento), permitindo comparar a posição calculada com casos já estudados — sempre como contextualização, nunca como equivalência de valor.

Privacidade e recolha de dados

A fotografia original nunca é enviada nem guardada em nenhum servidor. É lida localmente neste navegador para gerar a pré-visualização e as métricas do relatório; desaparece ao fechar ou recarregar a página.

São recolhidos, para fins de investigação académica, os campos de identificação que preenches abaixo, as tuas respostas ao questionário, as coordenadas F-P-S calculadas e os metadados técnicos da imagem (marca e modelo da câmara, data de captura, exposição — quando existirem no ficheiro). Dados de localização GPS, mesmo quando presentes no ficheiro, não são lidos nem enviados em circunstância alguma.

Para gerar a leitura semântica assistida por IA do relatório (quando disponível), é processada, uma única vez, uma miniatura comprimida da fotografia — nunca o ficheiro original. Essa miniatura não é guardada por nós nem pelo serviço de IA; só o texto que resulta da análise é conservado.

Os dados agregados são usados exclusivamente para análise estatística na tese de doutoramento do autor (Miguel Carlos Lima). Ao submeteres o formulário, confirmas que tens autoridade para partilhar esta fotografia para este fim e autorizas o tratamento dos dados descritos.

Passo 1

Identifica e carrega a fotografia

Identificação
0/255

Se o nome do autor e/ou do projeto corresponder, letra a letra, a submissões anteriores, o relatório inclui também uma análise agregada desse autor e/ou desse projeto ao longo de todas as fotografias já submetidas com exatamente esse nome.

Fotografia
Pré-visualização da fotografia carregada
Questionário F-P-S — 15 afirmações

Para cada afirmação, indica o teu grau de concordância numa escala de -5 (discordo totalmente) a +5 (concordo totalmente), tendo esta fotografia como referência. A redação ajusta-se automaticamente consoante a resposta a “Autor” acima.

Passo 2

O teu relatório